Iniciados

Ser iniciadoé uma atividade exercida nas Tradições e que merece uma atenção especial dada a sua importância como auxiliar do(a) S., dos adeptos e da Deusa dentro do círculo.

Como auxiliar, cabe aos iniciados serem defensores da integridade física de cada objeto assim como das pessoas. Cabe a ele cuidar do material dos ritos, orientar o que acontece em sua volta para novatos e também ajudar nos ritos, pois a linguagem dos ritos nem sempre é entendida de primeira, mas ao iniciado fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do(a) S. que ele serve.

Por outro lado a posição do iniciado nem sempre é confortável pois algumas vezes cabe a ele fiscalizar também o comportamento das pessoas que, se por uma razão ou outra, fugir da normalidade deve imediatamente avisar a A.S. da Tradição.  Finalmente ao iniciado é dada uma oportunidade especial de conhecer mais o Dianismo e a forma da Deusa trabalhar porque seu contato é direto.

Quando eu comecei fui um iniciado e desempenhei esse papel durante muito tempo e posso afirmar que até hoje ele tem uma importancia direta no meu comportamento como espiritualista e como A.S..

Funções:

  • Servir a S. e A.S.
  • Colaborar material e espiritualmente com a Tradição, antes, durante e depois do trabalho.
  • Orientar visitantes e adeptos quando não entendem, sobre novas visitas e o que for necessário.
  • Prestar muita atenção nas aulas e ritos, para não ser infringida nenhuma regra ou regulamento da Tradição, e notando alguma anormalidade deve ser comunicado a(o) A.S..
  • Deve apresentar honestidade e sigilo absoluto, não devendo nunca contar a ninguém o teor das aulas e ritos Diânicos.

Antes e durante dos ritos:

  • Perguntar ao responsável do rito se pode ajudá-lo na montagem e desmontagem do altar e decoração do local
  • Ficar atento aos demais participantes.

Após os ritos:

  • Conversar com o responsável do rito, pedindo orientações quanto ao destino das sobras de material utilizado.
  • Guardar e recolher o material, deixando o local limpo.

Orientações gerais:

  • Ao se locomover pelo ambiente do rito não furar lugar nem costurar a corrente, evitando bater nos participantes.
  • Não manter diálogos dentro dos ritos.
  • Qualquer dificuldade em orientar os visitantes, pedir auxilio a(o) S.
  • Não atrapalhar o encerramento dos ritos guardando os materiais.
  • Durante a abertura e encerramento dos ritos, todos devem estar na corrente.

Iniciados:

  • Servir também é um aprendizado.
  • O trabalho do iniciado  é tão importante quanto ao do(a) S. e A.S..
  • A responsabilidade mediúnica do iniciado é tão importante quanto a de qualquer outro adepto.
  •  A experiência como iniciado lhe é importantíssima no aprendizado.
  • Avisar de qualquer situação constrangedora a(o) A.S..

Hierarquia

Já me perguntaram se eu gosto ser Sacerdote. Refleti bem antes de responder: “Se sou um é porque eu gosto e a Deusa assim quis!”.O Neopaganismo apresenta facetas interessantes e que fogem ao tradicionalismo das religiões. Embora não exista nenhuma regra escrita que lhe dê o poder, o S. é quem dirige uma Tradição e sua palavra tem a força da decisão. O fato peculiar é que ele ou ela não é nomeado e muito menos eleito: ele(a) tem seguidores que acreditam e aceitam o que pregam. Queiram ou não, ele(a) é o chefe da comunidade que se abriga sob seu círculo.

Vale dizer que igualmente inquestionáveis são as decisões do S., por se entender que eles(as) interpretam a vontade dos deuses responsáveis pela Tradição. O cuidado com um círculo é muito complexo por haver a necessidade de uma permanente assistência aos estudantes, iniciados e sacerdotes e a própria dinâmica dos trabalhos que está sempre em permanente ebulição e por isso fica sob austera vigilância. Para isso existe toda uma hierarquia dentro de um círculo.

Entre essa hierarquia não pode haver discordância de filosofia. A fidelidade entre eles tem que ser absolutamente homogênea. Temos que entender ser impossível a unanimidade no conceito e no entendimento da religião, e ela pode ser discutida e modificada, principalmente no Neopaganismo que ainda não está bem definida em suas regras, mas sempre em nível interno da hierarquia.

Discordâncias e não aceitação do mando levam os adeptos a uma ruptura da hierarquia capaz de fazer o papel do palanque de uma cerca. Mandar e ser mandado não podem ser confundidos com prepotência e submissão. Com o tempo aprendi que quem não sabe obedecer jamais vai poder mandar. O soldado faz continência ao sargento, o sargento ao tenente, o tenente ao capitão, o capitão ao major, o major ao coronel, o coronel ao general e o general à Bandeira Nacional.

Na minha reflexão descobri que antes eu tinha compromisso espiritual somente comigo, hoje tenho com todos que são adeptos da Tradição. E as pessoas às vezes não entendem que eu sou igual a qualquer um, com todas as emoções, acertos e erros de um Sacerdote, e o que me difere é que sou talvez mais experiente e obrigado a cumprir o compromisso que assumi perante a Deusa. E todo(a) S., entre o dever de cumprir as suas obrigações e magoar um membro de sua comunidade, fica sem opção: o compromisso com a espiritualidade tem que prevalecer. Tenho acertado comigo mesmo: quando eu sentir que estiver, por um motivo qualquer, atrapalhando a Tradição, entregarei meu cargo ao meu sucessor(a).

  • A Wicca não tem um órgão centralizador  felizmente, e por isso não existem regras para a abertura de uma Tradição. Alguém se torna S. quando sente o chamado da Deusa. Com sua personalidade, modo de ser, idéias sobre a religião e filosofias, é seguido por outros que acreditam no que diz e faz e se subordinam, espontaneamente, ao seu mando. São opções livres e da vontade de cada um.
  • S., dirigente ou diretor, cria os ritos de acordo com sua linhagem. Por isso que se diz Tradição Diânica, Tradição Gardneriana, Tradição Faery, etc.
  • A rudeza das minhas palavras não deve ser considerada como desrespeito aos meus irmãos e irmãs, mas entendida como fidelidade à boa organização de uma Tradição.

Culto

Sem nenhuma dúvida quase cada Tradição cria o seu próprio ritual, regras e filosofia de trabalho. Quando iniciamos nossos trabalhos tivemos que montar o nosso. Baseados no ritual ensinado pela Z. fizemos nosso ritual.

Hoje ele não está muito diferente embora tenha sido introduzidos novos pontos criados para adaptar na nossa realidade no solo pernambucano. Devemos entender que o ritual não é só o obedecido no inicio mas é todo o comportamento ético e respeitoso que temos com as deidades e entre nós.

A roupa é branca, mas não é uniformizada no momento. As camisas masculinas e blusas femininas não são iguais. Mas são todas brancas. Preferencialmente não se deve usar sapatos mas caso opte use um que não seja com sola de borracha para evitar o corte de energia. Pés descalços ou solas de corda são os preferiveis.

Dianismo pés no chão

Para que a liberdade seja absoluta, ela vai até onde inicia a liberdade de outro. O respeito, a educação, a honestidade e o bom senso são os reguladores do comportamento de todos que estiverem sob a tutela da T.D.E. .

Não gosto de segredos e adoro desmistificar o que por conveniência está mistificado por alguns pregadores carentes da ousadia. Não posso entender uma religião que não possa caminhar com a modernidade, a honestidade e coragem para mudar conceitos, descobrindo e adotando novos valores.

O que hoje é tido como certo pode ser modificado diante de uma evidência mais forte como descobertas arqueológicas. Entendo o erro, mas não aceito a exploração da religião.

Neste texto estarei modestamente divulgando um curso de orientação a todos os nossos adeptos e também a quem queira dele tirar algum proveito através do que aprendi sobre o exercício da minha trajetória espiritual e sacerdócio.

Locais de culto 

 O culto e a prática aos deuses dividem-se em três partes: a física, a mediúnica e a espiritual. Física é o local onde se pratica os ritos, mediúnica são os iniciados e espiritual os Daimons (espíritos, deuses e toda força invisível que atua sobre a forma física e a mediúnica).

No local indicado é onde se praticam os ritos espirituais, no fim vai ser igual a todos, tendo em vista que os demais podem diferenciar em número de adeptos, tamanho ou Deusa/Deus Patrono/Matrona, mas são semelhantes. Normalmente os ritos são sempre feitos na natureza ou dentro de um local (templo) para podermos nos proteger das intempéries do tempo; fazemos os ritos dentro de um círculo mágico onde invocamos os Daimons de cada direção e demais atos necessários para o rito principal. No meio do círculo mágico há nosso altar e é dele que vem a força necessária para o nosso rito. É de bom tom que todas as vezes que você ver um altar já montado e consagrado cumprimente-o mentalmente, pedindo proteção a Deusa do altar e a Deusa Matrona pessoal, pois ele é a extensão e representação da Deusa, é um ato simples mas quando feito com amor não deixa de ser uma demonstração de respeito com Ela.

Parte espiritual 

A Constituição Brasileira garante a liberdade do culto das religiões. Vejam como a liberdade é difícil, pois uma Constituição tem que garanti-la, quando deveria ser o direito de qualquer cidadão sem a necessidade de estar sob a tutela de regras inseridas em Leis. Com a constituição em baixo do braço, a criação dos Templos fica subordinada a pequena esfera burocrática e a vontade de um grupo e Altos Sacerdotes e Altas Sacerdotisas. Eles variam nos rituais, mas um dos princípios já consagrado na Wicca é que todos têm a proteção dos 5 elementos e seus ritos sempre são tutelados pela Deusa / Deus invocado.

Cânticos 

O conjunto de instrumentos formam a música dos cânticos utilizados nos ritos . Tradicionalmente a base dos cânticos são instrumentos de percussão e vozes. Eu entendo a música como um elemento de ligação com outras dimensões, uma harmonia vocal e um bem estar que se transformam em extase. Por isso os nossos cânticos está sendo enriquecida, além do tambor xamânico, teremos outros instrumentos como o bumbo, o pandeiro, o chocalho e outros. Acho fundamental a qualidade dos cânticos e do bom gosto na escolha das músicas cantadas, inclusive músicas reproduzidas nos ritos.

Deusas e Deuses 

Para entendermos as Deusas e Deuses, temos que imaginar que todo o cosmo influencia o planeta Terra. Negar a influência dos astros em nossas vidas deitaria por terra a força que as fases da Lua exercem em todos os setores da Natureza, inclusive não haveria mais os lunáticos, aquelas pessoas que mudam de comportamento conforme a pressão da Lua. Vamos dividir esse Infinito em doze partes, e dar a cada parte um nome:  Héstia, Atena, Ártemis, Apolo, Hefesto, Hera , Poseidon, Ares, Afrodite, Hermes, Deméter, Zeus.

Héstia é a vibração do fogo doméstico, Atena atua na sabedoria, Artemis atua nas matas e animais, Apolo atua sobre o fogo, luz da verdade, Hefesto atua no ferro e no fogo criador, Hera atua na água fluida, os sentimentos puros, Poseidon atua no mar, Ares atua no fogo, fogo transformador, Afrodite atua na água fluida, desejos, Hermes atua no ar, Deméter na terra e Zeus atua em todos os elementos através dos outros.

Essas forças cósmicas são os Deuses e Deusas, o panteão cultuado na T.D.E. é o grego, mas outras tradições fazem de forma diferente e tem outros panteões.

Ofertas 

A comida que se oferece aos Deuses é um grande campo de força. Muita gente pensa que a finalidade de uma oferta é dar de comer aos espíritos. Erro grosseiro porque os deuses não tem nenhuma necessidade de comidas humanas, por não terem mais o corpo físico. A oferta é um ritual que se faz com elementos que vibram na sintonia dos deuses ou espíritos, que eles usam para criar um campo de força. A oferta reúne a força de quem o faz, da deidade e dos espíritos que vêm aceitar e se comprometer a executar o rito. Muitas pessoas que por um motivo ou outro não possuem o tempo para fazerem um ritual completo fazem apenas e com muita eficiência a entregas das ofertas e alcançam seus objetivos.

Em momentos de dificuldade, para a cura da saúde, o equilíbrio e a paz familiar, levantar as forças pela energia, e muitas outras necessidades, uma oferta bem feita e direcionado à Deusa certa resolve o problema. Pela quantidade de situações fica difícil enumerá-las nesta oportunidade. Cada objetivo tem que haver um rito certo, com a Deusa especialista, e tudo isso ainda sob a inspiração de uma intuição.

Vou fazer uma observação de grande importância: os adeptos do Neopaganismo pela sua religião que manipula e usa a natureza  para seus ritos e objetivos é um ecologista em potencial. Qualquer material não biodegradável não deve ser deixado no local da entrega da oferta. Se isso não for possível a pessoa tem a obrigação de ir um ou dois dias após recolher toda a oferta deixada. Normalmente fazemos as ofertas em um prato, bandeja, etc. Mas recomendo que ao invés do prato, que se faça um canto bonito com folhas naturais largas. Bebidas como sabemos devem ser vertidas diretamente no solo perto da oferta.

  • Toda oferta deve ter um objetivo específico. Não se faz uma oferta só por fazer.
  • Deve-se imaginar que durante a construção de uma entrega o amor e carinho daquele que o está construindo, de certa forma transmite sua energia. As vibrações da Deusa ajudam a aumentar a energia da oferta que será somado com a da finalidade que for utilizá-la.
  • A intuição deve fazer parte da construção de uma oferta. Desde que não fuja da vibração da Deusa a quem se entrega, o resto vem por intuição.
  • O adepto só se tornará independente, ou seja não vai depender da orientação de outra pessoa, quando ele souber manipular os elementos que constroem um campo de força.
  • Quem faz uma entrega com materiais que possam agredir a natureza não deixa de ser um baita egoísta que não se importa com a humanidade e muito menos com a natureza que é uma extensão da Deusa.

Greco-Romano, sincretismo religioso

Sabemos que conforme foi crescendo a Roma e seus domínios ao chegaram na Grécia e depararem com os Deuses Helenos os romanos ficaram apaixonados por tais deidades que acabaram por incorporar tanto deidades como aspectos dessas deidades com as deidades de Roma, não só os aspectos religiosos mas também éticos foram incorporados no dia-a-dia dos cidadãos romanos. A influência foi tão forte que todos os rituais são muito parecidos, até as imagens das deidades são parecidas. Para evitarmos confusão com o culto e liturgia para com as deidades não usamos desse sincretismo. Abaixo segue um quadro demonstrativo do sincretismo, esta tabela não é unânime, é apenas demonstrativo e pode estar incompleta:

Grego – Romano

Zeus – Júpiter

Hera – Juno

Poseidon – Netuno

Demeter – Ceres

Hades – Plutão

Hestia – Vesta

Afrodite – Vênus

Ares – Marte

Artemis – Diana

Atena – Minerva

Dionisio – Baco

Hefesto – Vulcano

Hermes – Mercúrio

Práticas Paralelas 

Um adepto não tem a necessidade de ser leal a T.D.E. em questões de participar apenas das atividades da Tradição. Mas devemos  tomar cuidado com alguns pontos, tais como:

  • Os iniciados devem seguir a risca a regra de não passar o nosso ofício a não diânicos tais como simbologias, rituais, magias, etc;
  • Não misturar simbologias e ofícios de outras tradições com a simbologia da nossa. Existe uma coisa chamada egregora, e até os rituais e simbologias de uma tradição contém a sua própria egregora, afinidade e poder. Sendo assim cada ritual e simbologia de uma determinada tradição tem sua própria egregora e em certos casos não se misturam por questões de afinidade energética. Por tanto quando fizer um ritual, magia Diânico não utilize nem misture simbologias de outras tradições para mantermos nossa egregora e nossa afinidade distinta e única. Cada ritual, magia é completo não existe necessidade de  incrementar outros elementos neles. O mais importante em cada ritual, magia é a sua intenção e energia desprendida para alcançar o objetivo.

 Muitas vezes alguns adeptos utilizam de magias de outras tradições para fazer alguns rituais em casa, não existe problema algum; mas quando for utilizar-se dos rituais e magias diânicos não é interessante fazer essa mistura. Em nossos rituais coletivos não utilizaremos nenhuma simbologia que não seja Diânica e Grega, sugestões são sempre bem vindas, todas serão analisadas e incorporadas em nosso ofício conforme for o caso.

Os adeptos que jogam cartas de baralho ou tarô, runas e outros tipos de atividades esotéricas remuneradas têm a permissão de fazê-lo porque não deixa de ser um treinamento para as suas mediunidades. A bem da verdade sei que essas pessoas cobram esses trabalhos, mas não os penalizo por entender que se alguém quer saber de seu passado ou seu futuro tem mais é que desembolsar dinheiro. Conheci uma cigana que ao perguntar o porque de cobrar ela me respondeu com muita graça: “A cigana conhece o passado e o futuro dos outros para poder viver o seu presente.”.

História da Wicca

A Wicca é uma religião neopagã, mistérica, iniciática e sacerdotal que tem seu culto destinado a um casal divino cósmico, criador e imanente. Tornou-se conhecida por meio de Gerald Brusseau Gardner (1884-1964) que com os conhecimentos obtidos em diferentes sistemas ocultistas e ramificações de bruxaria desenvolveu e compilou aquilo que viria a se tornar as bases da religião.

As práticas da Wicca são baseadas em diferentes sistemas de crença, culto, cultura, organização e mistérios dos povos Europeus. A Religião da forma que a conhecemos hoje é nova, criada por volta da década de 50, mas a origem de sua estrutura é bastante antiga.

A religião celebra a vida e a morte por meio de festivais sazonais conhecidos como Sabás, neles os praticantes se reúnem para meditar, agradecer, dançar, encontrar amigos, prestar culto aos Deuses, projetar desejos para o futuro e harmonizar corpo, mente e espírito. Além dos Sabás, que são relacionados aos ciclos solares, os Wiccanos se reúnem também nos ciclos lunares para enviar oferendas, agradecimentos, pedidos, para se conectar com as divindades, fazer consagrações e purificações e demais práticas comuns a religião.

Para entender a Religião Wicca e saber se ela é um caminho válido para você dedique muito tempo e esforço lendo sobre sua origem, história, estrutura e crenças, para que obtenha um conhecimento mínimo sobre a religião. Após isso, busque sacerdotes capacitados para lhe tirar dúvidas e direcionar qual é o melhor caminho que você pode seguir dentro da religião.

Seguem abaixo alguns trechos de livros, ressaltamos que não temos responsabilidade sobre a veracidade das informações e as disponibilizamos apenas como uma forma de ampliar as possibilidades de leitura sobre o assunto. Pedimos que ao utilizar qualquer informação do site em outros locais que citem as fontes.

“AWicca é a continuação de uma tradição de mistérios muito antiga, que veio para o ocidente a partir de 4000 a.C., unindo-se aos cultos ainda existentes e sendo posteriormente assimilada pelos celtas durante sua vinda para a Europa”. (…) “Mas se quisermos encontrar as bases da Wicca, devemos procurá-las nos cultos Paleolíticos da Velha Europa, que se estabeleceram mais tarde entre os minóicos, os etruscos, os gregos e posteriormente os romanos”. [MARTINEZ, p. 17]

“Wicca é uma religião de veneração da Natureza e da Divindade, ambos contendo os aspectos femininos e masculinos. É encontrada nas raízes espirituais das crenças e práticas Européias pré-cristãs. Quando a Wicca veio a público pela primeira vez no inicio dos anos 50 através dos esforços de Gerald Gardner, ela foi retratada como remanescente do antigo culto de fertilidade Europeu. Os praticantes se referem à Wicca como a Antiga Religião. Ela também era conhecida como a Arte dos Sábios. Superficialmente a Wicca moderna parece ser um sistema folclórico de magia tradicional”. [GRIMASSI, p.294]

“Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanístíca, positi¬va, com duas deidades reverenciadas e adoradas em seus ritos: a Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã) e seu consorte, o Deus Chifrudo (o aspecto masculino)”.[DUNWICH, p. 08]

“A Wicca é uma religião filosófica (com certeza), mas com fundamentos e bases inegáveis”. (…) “A Wicca é realmente a religiosidade que se fundamenta nos ciclos naturais da terra. Uma tentativa do resgate mesmo que em novos moldes da consciência pagã de outrora”. (…) “Assim, a Wicca tem seus rituais e filosofia fundamentados nas práticas agrícolas, pastoris e de respeito à terra iniciadas no paleolítico e neolítico”. [MILLENNIUM p. 07 e 18]

DUNWICH, Wicca a Feitiçaria Moderna, São Paulo: Bertrand Brasil, 2001.
GRIMASSI, Raven. Enciclopédia de Wicca e Bruxaria, São Paulo: GAIA, 2004.
MILLENNIUM. “Wicca – A Bruxaria saindo das Sombras”. São Paulo: Madras, 2004.
MARTINEZ, Mario. Wicca Gardneriana, São Paulo: GAIA, 2005.